Recifes em Risco

Obras promovendo a conscientização sobre as ameaças aos recifes de coral e fornecendo informações e ferramentas para gerenciar os habitats costeiros mais eficazmente.

Os recifes de coral ocupam menos de 1% do meio-ambiente marinho da Terra, mas são a moradia de mais de um quarto de todas as espécies de peixes marinhos conhecidos. Os recifes também servem como um tampão contra as ressacas, protegendo as populações locais. Infelizmente, muitos ecossistemas costeiros estão ameaçados por atividades humanas, incluindo a pesca excessiva, a agricultura e o desenvolvimento urbano.

O WRI fez uma extensa pesquisa sobre os recifes em risco no Brasil e criou esse mapa de alta resolução, como parte do relatório “Uma Revisão dos Recifes em Risco”.

Briefing - Brasil: Doenças de Coral Colocam os Recifes em Risco

Fornecido por Ronaldo Francini-Filho e Fabiano Thompson, da Universidade Federal da Paraíba, e Rodrigo Moura da Conservação Internacional, Brasil.

O Banco de Abrolhos, ao largo das costas do populoso estado da Bahia, no nordeste do Brasil, é o refúgio dos maiores e mais ricos recifes de coral do Atlântico Sul.1 Oito das 18 espécies de corais comumente encontrados no Banco de Abrolhos ocorrem apenas no Atlântico Sul, sendo a espécie Mussismilia braziliensis encontrada apenas na costa leste do Brasil. Os recifes brasileiros são também uma fonte primária de alimento e emprego para milhares de pessoas ao longo da costa.2

Nos últimos 20 anos, o litoral da Bahia tem experimentado um aumento do turismo, da urbanização e da agricultura em larga escala, trazendo a descarga de resíduos não tratados, fertilizantes e nutrientes que contaminam os recifes da região. A destruição da Mata Atlântica também acarretou um aumento da erosão e uma grande afluência de sedimentos terrestres por sobre os recifes. Como resultado, bactérias patogênicas agora são comuns nos recifes coralíneos.3

A prevalência da doença dos corais na costa brasileira passou de níveis insignificantes a níveis alarmantes nos últimos anos. Os cientistas identificaram seis tipos de doenças no Banco de Abrolhos.4

A doença conhecida como “praga-branca” foi a mais comum, afetando principalmente a espécie nativa mais importante, a M. braziliensis.

Estudos vinculam a proliferação global das doenças coralíneas à elevação acelerada da temperatura dos oceanos e ao impacto humano mencionado.5 Se a mortalidade de corais por doenças continuar no nível atual, os recifes do Brasil vão sofrer um declínio massivo na cobertura de corais nos próximos 50 anos, e M. braziliensis estará praticamente extinta em menos de um século. Se a temperatura dos oceanos continuar a subir e ameaças locais continuarem a infestar os recifes brasileiros, esses ecossistemas podem entrar em colapso ainda mais cedo.

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Lauretta BurkeSenior Associate IIIlauretta@wri.org+1 (202) 729-7774
Katie ReytarResearch Associatekreytar@wri.org+1 (202) 729-7653