Iniciativa Paisagem Florestal

O World Resources Institute busca aumentar a capacidade dos governos, empresas e sociedade civil de proteger as áreas intactas de florestas, de gerenciar as florestas de trabalho de forma mais eficaz e de restaurar as áreas desmatadas.

Nossa estratégia é aproveitar o poder das tecnologias de informação e de comunicação (ex.: satélites) para fortalecer os incentivos e a capacidade do gerenciamento florestal sustentável. Trabalhamos em parceria com organizações nos países das quatro regiões mais ricas em florestas do mundo: África Central, Sudeste Asiático, Rússia e América do Sul. Também monitoramos as transformações nas coberturas florestais e áreas intactas de florestas a nível global.

Nossas atividades

  • Monitorar e mapear florestas - apoiar os esforços nacionais para criar, analisar e disponibilizar ao público as informações geo-espaciais das florestas e produzir ferramentas baseadas nestes mapas para auxiliar nos processos decisórios.

  • Fornecer treinamento e assistência técnica aos governos, corporações e organizações não governamentais na produção e uso dos mapas e informações.

  • Promover o relacionamento entre empresas, governo e instituições da sociedade civil para compartilhar informações e incentivar a resolução conjunta de problemas.

  • Apoiar a aquisição de produtos florestais sustentáveis - fornecer aos compradores recomendações confiáveis, imparciais e fáceis de entender.

  • Apoiar programas e políticas florestais e climáticas emergentes (ex.: REDD) - desenvolver metodologias para medir e monitorar mudanças na cobertura florestal e nas emissões de gases de efeito estufa a elas associadas.

  • Avaliar a distribuição da receita florestal - examinar como as receitas oriundas da exploração da floresta são distribuídas, de forma que as comunidades dependentes da floresta recebam seu quinhão.

  • Trabalhar em ambas as pontas da cadeia de fornecedores de produtos florestais – a Aliança para a Legalidade Florestal apoia as recentes emendas na Lei de Lacey dos EUA e legislação semelhante na UE, ajudando os produtores e importadores de produtos florestais a identificar e evitar, de forma mais eficaz, os produtos de madeira de origem ilegal.

  • Criação de projetos-piloto em estratégias de investimentos transformacionais – na Indonesia, o Projeto POTICO, por sua sigla em inglês, (óleo de palma, madeira e neutralização de carbono) foi elaborado com o objetivo de fazer com que as novas plantações de palmeiras de óleo sejam realizadas em terras previamente utilizadas e evitar o desmatamento de florestas para agricultura.

Case Study: Imagem na Mudança da Cobertura Florestal: Brasil

Este case study é parte de uma série do WRI sobre as mudanças da cobertura florestal no mundo inteiro. O primeiro poster, intitulado “Plotando o Quadro Global na Mudança da Cobertura Florestal: Perda da Cobertura Florestal nos Trópicos Úmidos”, representam os hot spots tropicais no Brasil, Camboja, África Central e Indonésia. O hotspot do desmatamento na América do Sul é o estado brasileiro de Mato Grosso. Hotspots da mudança florestal aparecem em vermelho no mapa à direita. Abaixo, imagens de alta resolução do satélite Landsat mostram a expansão sistemática das plantações de soja na região.

“O Brasil utiliza satélites para monitorar desmatamento”, por Stephan Adam

O desmatamento em grande escala começou na década de 1970 e se acelerou na década de 1990, com o crescimento da indústria da soja, impulsionada pelo investimento internacional (New York Times). Em 2002, a grande maioria da produção de soja na Amazônia Legal era proveniente das terras agrícolas dos estados vizinhos Mato Grosso e Maranhão.

As imagens do satélite Landsat abaixo mostram a conversão sistemática das florestas para agricultura entre 1988 e 2005. (Imagem será mostrada na versão final). Estas imagens de satélite mostram a expansão sistemática de plantações de soja em Mato Grosso. O clima mais seco de Mato Grosso constitue o ambiente ideal para o cultivo de soja e para a construção das estradas necessárias para transportar a safra para o mercado. As listras pretas nas imagens de satélite recentes foram causadas por um defeito no sensor do satélite.

Outro fator significante para o desmatamento é o enorme crescimento da indústria pecuária do Brasil nos últimos anos. De 1990 a 2002, o número de cabeças de gado na Amazônia mais que duplicou, estando a maioria concentrada nos estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia (Arima et al., Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Enquanto muitos países tropicais não têm capacidade para monitorar suas florestas, o Brasil possui um dos programas de monitoramento florestal tecnologicamente mais avançados em todo o mundo e está tomando medidas para enfrentar o desmatamento. Desde 1980, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) vem monitorando a extensão do desmatamento na Amazônia brasileira com base na interpretação de imagens de satélite de alta resolução, como o Landsat. Baseado nos dados do INPE sobre o desmatamento, o governo do Estado de Mato Grosso tomou medidas para reduzir o desmatamento através da implementação do Sistema de Licenciamento Ambiental de Propriedades Rurais no Estado de Mato Grosso, em 1999 .

Durante os primeiros dois anos do programa de monitoramento, o desmatamento no Mato Grosso teria sido reduzido à metade. Entretanto, apesar dos esforços de Mato Grosso, o desmatamento continua a ser elevado em comparação com outros estados brasileiros (National Public Radio). O sistema ainda está sendo aperfeiçoado para distribuir a informação certa às pessoas certas no momento certo. Apesar dos desafios, este continua a ser um modelo extraordinário e relevante, particularmente no momento em que o Brasil está transferindo para os governos estaduais a responsabilidade da aplicação da lei federal.

Recursos Adicionais

“Restaurando as Florestas Mundiais e Alimentando os Pobres” (em inglês).

Contacts

Nigel SizerDirector, Global Forest Initiativensizer@wri.org+1 (202) 729-7764
Beth Bahs-AhernDevelopment and Operations Managerbbahs@wri.org+1 (202) 729-7674